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palavrasfelinas

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Hoje saí à rua..

Hoje saí à rua..e vi que as horas não passavam de estrelas

Caminhei junto ao rio..esperei pelas rugas..contei-lhes histórias

Disse-lhes que é fácil ser feliz...basta abraçar e acariciar os grandes espaços

E que é facílimo ser herói quando a dor é apenas um estranho assombro a enfrentar os dias

A sair dos dias..a corroer a pele dura e calejada das tardes

Não há infelicidade nem flores que não murchem..nem há mãos que desistam das carícias

 

Hoje saí à rua..e os meus olhos eram pepitas brilhando na clausura dos sentidos

Caminhei junto ao rio..esperei pelos passos das garças...descobri na água o espelho da alma

Contei-lhe histórias..disse-lhe que é fácil ser alma...basta um pouco de ar e de perfume

E no meio de tudo isto até me esqueci de dizer que não há grilhetas nas cores do horizonte

Que os abraços são bocadinhos de tempo preso na solidão dos corpos

Esperei tanto tempo para passear por mim..que agora já não preciso mais da coragem das tardes

Porque o vento me carregou com todas as possibilidades de ser ave à solta na imensidão de mim

Bem pior seria impedir-me de carregar a minha vida..a assustar-me com pequenos sonhos

E saber que nada me impede de ser eterno...

 

 

Qual é a utilidade do Homem?

 

Todas as coisas e todos os seres parece terem sido criados com um propósito. As sementes alimentadas pelo sol e pela água,germinam e alimentam os herbívoros. Os herbívoros alimentam os carnívoros até que chegamos ao topo da escala da criação e esses carnívoros quando morrem alimentam hienas e abutres( tudo o que vive não passa de um enorme banquete)...só o Homem não parece ter sido feito com nenhum propósito...já que se alimenta de tudo e apenas serve para ser comido pelos vermes...talvez o propósito seja a sua autodestruição?????O que também não faz qualquer sentido!!!!!!!

 

As Barcelonas da Europa...

A pouco e pouco a Europa está a ser invadida por centenas de milhares de pessoas desesperadas, não imagino qual será a aflição daqueles que arriscam a vida dos filhos e a sua na travessia do Mediterrâneo. Mas apesar de toda a boa-vontade da Europa em os receber, parece que isso não chega, eles querem mais, querem trabalho e condições que nem em sonhos teriam nos seus países de origem e isto vem trazer um grave problema aos europeus. Devido à falta de fecundidade europeia um dia, no futuro, seremos dominados por estas pessoas que agora vêm como refugiados, não é por acaso que os países árabes nada fazem para conter esta onda de gente desesperada. Outro problema ainda mais grave é que com estas pessoas vêm os terroristas, gente sem escrúpulos que não hesita em matar, e nós com todas a nossa panóplia de leis e de direitos humanos, aceitamos tudo, inclusivamente os que matam pessoas inocentes, e que normalmente nos dizem que já estavam sob suspeita ou vigilância, ora se já estavam sob suspeita porque é que não os deportam, claro que isso não é possível, há os direitos humanos, que lhes dão direito a matar inocentes e só depois é que podem ser presos ou deportados...

 

 

Seguimos pelo trilho da vida

Seguimos pelo trilho da vida
Rodeados por miragens de esperança
Procurando oásis que sequem a nossa sede.
Erguemo-nos todos os dias
Para vasculhar no lixo o cadáver do sonho
Como recoletores de sentimentos perdidos...
Sujamos a alma com coisas vazias...
Somos corpos sem cabeça...
Esgrouviados e sujos por coisas que desconhecemos...
Somos como esqueletos de automóveis
Enegrecidos pela ferrugem...
Objectos sem sentido nem utilidade...
A vida é como a merda de cão no passeio
Que pisamos sem saber...e...de repente...cheira mal.
Somos o resultado do acaso...do querer de alguém...
Quem seríamos nós se a nossa mãe tivesse engravidado noutro dia?
Mas...embora carregando todas as dúvidas
Quotidianamente saltamos os dias...
Como crianças a saltar à corda...alegremente...
De vez em quando..lá vem o cansaço...a decepção...
Mas o futuro continua lá...à nossa espera...
E... esperando sempre a chegada...
Da Luz que vem iluminar o mistério...
Não nos rendemos à desistência!

Olhos no caminho e mãos fechadas no tempo

Olhos no caminho e mãos fechadas no tempo

Vorazes campos dançando na leveza das palavras

Distinguem-se ao longe luas abandonadas..nocturnas como mistérios mumificados

No zénite do passado o vento é um momento fechado na face dos sorrisos

Invisíveis partes de mim partilham o segredo das rugas

Artificiais cidades jazem implantadas na beira das feridas... na escuridão das imagens

Ribeiras dançam sobre os ossos das crianças perdidas

Alguém sairá desta boca..alguém falará da suspensão do tempo

Quantas feridas permanecem na terra árida?

A que distância fica a tristeza dos corpos artificiais?

Da realidade erguem-se parecenças de vida

Na hipocrisia dos minutos ocultam-se velhos dramas..tempos cálidos..fogos

E por vezes sob a finura da lua aparecem anjos de jade...febres de pedra e cal

Neptuno passou ao meu lado e apontou o horizonte..pesado e compacto...

Longo itinerário de musas e estrelas do mar

A vida escoa-se pelas cordas da viola..duvido de mim

Acho que o inverno se senta nas fogueiras acesas ao luar

Cada coisa que vejo é um espaço..uma ventania sôfrega a acenar mistérios

Procuro a ferocidade dos risos...o alicerce das catedrais...a paz...

 

 

Por aqui segues à procura dos segredos...

Percebo que guardas em ti todas as noites do mundo

Sei que o teu corpo procura a aura luminosa de todos os lugares

Por aqui segues à procura dos segredos...

Além desistes da memória descolorida dos sonhos

E os dias chegam assobiando ao esquecimento dos dias vazios

Prata lavrada em corpo simples...riso esculpido em flores de cardo

Se a luz germinasse dentro dos teus olhos...talvez os recantos do silêncio te escutassem

Talvez o avesso da noite não fosse mais que uma imagem feita de poros suados

Percebo que a penumbra partilha contigo os restos do medo de te perderes

E que a tua imagem é uma fonte de pedra desgastada pelas lágrimas

Talvez descubras que no vazio dos desejos há vida enclausurada

E que das fragrâncias do cristal brotam cores irreconhecíveis

Do funda mais esquecido de ti erguem-se imagens de lugares que não pisaste

Odes de tempos desgastados pela idade distraem-te do segredo onde te revelas

Suspensão de vazio...longínquas tempestades...corpo de ametista fingindo vida

Aqui..no zénite grotesco do meu rosto..revelo-te o meu nocturno riso..angustiado

Como uma pirâmide manchando a solidão do deserto

 

 

 

Por vezes inventamos pessoas...

Tanta coisa acontece ao mesmo tempo...tantos porquês e tantos senãos

Partilhamos a rua e a nossa face com quem se cruza connosco

Cada um é um mundo..cada um está no seu mundo...e contudo

Todos partilhamos o mesmo mundo...o mesmo sol...a mesma superfície

Vivemos isolados dentro dos nossos olhos..como gente estranha às coisas que acontecem

Nascemos..mas simplesmente somos incapazes de ver para além da nossa infância

Somos incapazes de adivinhar o olhar que olha o infinito..a luz das coisas escondidas

E com que facilidade inventamos tristezas...sem saber qual é o fim e o princípio da tristeza

Sem reparar que a tristeza não nos serve..é como uma roupa apertada...

Simulacro de morte do coração..estranhos..somos estranhos..os pássaros são estranhos

A felicidade é estranha..a felicidade esse sentir de lágrimas apertadas no rosto das manhãs

E Deus? Esse ser que dizem que inventou o mundo e os homens

Esse ser que queria que todos fossem felizes...é apenas uma miragem da alma

Prometo que um dia vou desenhar no vidro embaciado a palavra destino

Prometo que me escondo por detrás da janela e escuto o sorriso das pessoas que invento

Por vezes inventamos pessoas...construímos pessoas como castelos de cartas

Por vezes as pessoas são mesmo um castelo de cartas...

Que se desmorona perante a aflição do nosso coração

Disseram-me que por debaixo da nossa pele existe uma dor tatuada

E que todas as palavras do mundo estão dentro de nós

E mentimos...quando dizemos que nos conhecemos

E mentimos quando falamos das coisas que existem para além da tristeza

Porque habitamos dentro de um palácio triste..cheio de luz e surpresas

Um palácio que não podemos partilhar...porque temos medo das sombras que vivem nos corredores

Ás vezes...uma pequena lágrima muda uma vida..

Um pequeno rio que escorre das nossas profundezas

Ingenuamente vamos empilhando folha sobre folha..palavra sobre palavra

E não sabemos para que serve esse livro fantástico da Vida

Mas corremos em direcção a um tempo...um tempo de dizer...

Fica comigo....

 

 

 

 

 

Vida

A essa estranha força de vontade que nos faz encontrar sentido, nas coisas que não fazem sentido...chamamos Vida.

Vivemos a vida pela vida, procurando o eterno sentido das coisas.Querendo alcançar o momento da descoberta do nosso mistério, agarramo-nos a essa ilusão como se fosse um refúgio onde o Tempo é apenas uma mera intenção cíclica da Vida...

 

Pequeno contributo para a causa dos incêndios

Sabemos que acabar com os incêndios é impossível. Sabemos que a maior parte dos incêndios têm mão criminosa e que muitos são apanhados. O castigo para quem fosse incriminado por fogo posto deveria ser o seguinte: todos os anos em abril, os culpados por atear fogos( já depois de cumprida a correspondente pena de prisão), deveriam ser obrigados a usar até finais de outubro a pulseira electrónica e isto até ao fim da vida. Se o castigo proposto é injusto, penso que é de muito maior injustiça arriscar que eles voltem a incendiar as florestas.

 

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